Educação Inclusiva

A Educação Inclusiva passou por três momentos-chave no Brasil: o primeiro, na década de 90, com a proposta Educação para Todos, na Conferência Mundial da UNESCO, que veio para estimular uma aceitação política para programas com ênfase mais democrática. Em 1994, o segundo: com a Proposta de Declaração de Salamanca, o Brasil se comprometeu com a construção de um sistema educacional inclusivo. O terceiro e último momento-chave foi a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (9394-96) e os Parâmetros Curriculares Nacionais, de 1998, que passaram a nortear os profissionais de ensino para a construção de uma escola inclusiva.

Portanto, hoje a Constituição Federal e a LDB estabelecem que a educação é direito de todos, garantindo atendimento educacional às pessoas com necessidades específicas. Nesta perspectiva inclusiva da educação, torna-se necessário que as escolas estejam preparadas para trabalhar com as diferenças, as limitações e interesses de seus alunos.

Nós, do colégio Eduardo Guimarães, nos orgulhamos de nosso pioneirismo na história da educação inclusiva no Brasil. Acreditamos na importância desse trabalho e seguimos rigorosamente a filosofia e a prática da inclusão plena: a participação de alunos com ou sem deficiência na escola, com oportunidades iguais de aprendizagem e respeito à potencialidade de cada um. Todos os esforços devem ser empreendidos para possibilitar que os jovens estudem, convivam e cresçam num clima de respeito à individualidade, visando uma participação efetiva na sociedade.

Cada aluno é único e singular, e precisa ser incentivado a tornar-se um ser desejante de aprender

A Educação Inclusiva exige um trabalho acadêmico de qualidade, levando em consideração as necessidades do educando, tanto nas áreas cognitiva e afetiva, como motora e social. É preciso dar incentivos à competência, e não à deficiência de seus alunos, trabalhando a aceitação das próprias dificuldades e motivando para a superação destas. Por isso é importante que a escola se mantenha aberta, pluralista e democrática, e que a estratégia e a tecnologia assistiva sejam utilizadas para que não só o aluno se adapte à escola, mas esta ao aluno.