História

O Colégio Eduardo Guimarães é originário de um projeto pioneiro de inclusão no país, criado em 1969: o Centro Recreativo de Desenvolvimento Infantil – Mundo da Criança, que oferecia no Jardim Botânico atividades criadoras, culturais e esportivas, em mini-grupos (para crianças de 2 a 5 anos) e num modelo intitulado de Guarderia (o nome, trazido do México, significa creche) , para crianças a partir dos 6 anos.

O objetivo era prestar um serviço à comunidade, principalmente às mães que trabalhavam fora e não tinham com quem deixar seus filhos. A Guarderia recebia crianças e adolescentes com ou sem deficiência que conviviam em plena harmonia. Naturalmente, o projeto foi evoluindo da Guarderia à Pré-Escola, se concretizando sob a forma do Jardim Escola Mundo da Criança, criado dois anos depois, em 1971.

Esse tipo de convivência estimulou seus coordenadores a procurar informações sobre outras experiências de inclusão. Apesar do pensamento vigente ser de total exclusão, um livro inspirou a filosofia de que era possível conviver com a diversidade: “Educação Impossível“, da autora Maud Mannoni, que retratava extraordinárias histórias de inclusão entre crianças e adolescentes especiais.

 Essa prática inclusiva na época era pouco conhecida no Brasil e, por isso, somos considerados uma das escolas pioneiras

Aos poucos as atividades da Guarderia foram se incorporando ao currículo escolar e a arte-educação passou a ser um dos alicerces da linha metodológica da Instituição. Os pais que se identificavam com o trabalho da escola solicitavam a continuidade do projeto, e as crianças, conforme cresciam, ensejavam um nome novo que pudesse ratificar esse crescimento. Assim nasceu o Colégio Eduardo Guimarães, em homenagem ao pai de Solange Guimarães, atendendo gradativamente os Ensinos Fundamental, Médio e o EJA (Educação de Jovens Adultos), sempre sob a perspectiva da inclusão.

Cada vez mais a escola era procurada por famílias de crianças portadoras de Síndromes e problemas físicos. Houve um período difícil, onde a filosofia da educação inclusiva encontrava certa resistência de outros pais, e a escola atravessou um período de rejeição. 6 anos depois do início do projeto, o colégio perdeu 45% de seu contingente. Foi decidido que a escola continuaria, nem que fosse para incluir apenas os filhos dos coordenadores e os alunos especiais. Isso aumentou ainda mais o vínculo entre a escola e as famílias das crianças. Com o tempo, e uma conscientização maior do tema, a escola foi se reerguendo.

Muito antes de se pensar em fixar no texto da Lei a Educação Especial e as Diretrizes do trabalho de inclusão, o Eduardo Guimarães já trazia em sua proposta o Projeto Pedagógico Educação Inclusiva – uma educação possível

Em 1985 foi criada a IESGM (saiba mais), em homenagem à primeira diretora da escola, Solange Guimarães Mussi. Suas ações são voltadas para a inserção de jovens adultos com deficiências no mundo de trabalho, bem como preparar empresas para receber pessoas com necessidades específicas.

Durante mais de quatro décadas procuramos vencer barreiras como a do preconceito e de crenças discriminatórias. Hoje, vislumbramos o encaminhamento de jovens adultos para uma nova etapa de suas vidas, exercendo a sua plena cidadania sob a ótica de que a sociedade deve ser para todos.